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Aposentados 8/4/2020 13:57:25 » Por Livia Rospantini

Com pandemia, desigualdade social vai aumentar e pobreza vai dobrar no Brasil


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Maurício Oliveira – Assessor econômico

 

A pandemia do coronavirus vai gerar a pior recessão econômica do Brasil em 100 anos. Com previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 8% segundo o Banco Mundial, essa crise vai gerar aumento na desigualdade social e, o que é ainda pior, vai dobrar o número da pobreza no país. Para reverter esse quadro não bastam políticas temporárias de transferência de renda, mas sim aumento da proteção social com políticas públicas sustentáveis.

 

A desigualdade social pode ser expressa na disparidade elevadíssima das rendas entre as classes sociais, chegando a uma situação em que os 5% mais ricos detém mesma fatia de renda que outros 95%, e controlam o processo econômico e político do país. A desigualdade social também é medida na precariedade enorme do mercado de trabalho e nos baixos níveis educacionais, e ela terá um salto significativo em decorrência da extinção de milhões de empregos, perda de renda, redução das oportunidades de sobrevivência e achatamento da classe média. A tributação também é muito desigual no Brasil, pois atinge mais os pobres e assalariados.

 

Neste ano, o Brasil despencou 19 posições no ranking da desigualdade social da ONU (Organização das Nações Unidas), ficando entre os 10 países mais desiguais do mundo.

 

Antes da pandemia, o número dos chamados brasileiros “invisíveis” (informais, autônomos e ambulantes) somava 42 milhões de pessoas, sendo que 24 milhões de brasileiros trabalhando por conta própria e 18 milhões sem carteira assinada. Esse contingente recebia, em média, metade de um salário mínimo por pessoa. Entretanto, na pandemia esse segmento teve sua renda “zerada”. O auxílio emergencial preencheu essa lacuna, mas não será permanente. Estima-se que esses “invisíveis” superem a marca de 50 milhões até o final do ano.

 

Outra questão social fundamental é que a pobreza extrema no Brasil deverá dobrar em 2020 como resultado da pandemia e deve perturbar o cenário político. O alerta faz parte de um novo informe produzido pela ONU e que revela que o tombo no PIB (Produto Interno Bruto) do continente latino-americano será de 9,1%, o maior em um século. De acordo com a avaliação da entidade o Brasil deve terminar 2020 com 9,5% de sua população na condição de pobreza extrema. Essa taxa era de 5% em 2019. A extrema pobreza é considerada quando um indivíduo ganha menos de US$ 67 (R$ 353) por mês. De acordo com a ONU o Brasil está voltando ao mapa da fome.

 

Ainda segundo a ONU, a turbulência econômica desencadeada pela pandemia no Brasil deve aumentar em 14,4 milhões o número de pobres. Essa situação exigirá maiores gastos do país com proteção social.

 

Diante do aumento da desigualdade social e da pobreza, está em discussão no país entre especialistas, Legislativo e Executivo a criação de uma renda mínima permanente para a população mais vulnerável. Essa renda, chamada também de “Renda Brasil” poderia nascer, a princípio, da unificação de programas sociais já existentes e incluiria a população que já recebe o atual auxílio emergencial e mais a população que ganha menos de um salário mínimo. Há defensores de que a população em extrema pobreza também seja incluída no "Renda Brasil".




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