Brasília, Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014
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Aposentados 8/3/2013 8:3:32 » Por Richard Casal Atualizado em 8/3/2013 9:11h

Viva o Dia Internacional da Mulher

Secretário-Geral da COBAP escreve artigo em homenagem as mulheres guerreiras e sensíveis

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* Luiz Legnãni     

Quem nunca ouviu falar da heroica greve norte-americana deflagrada em 8 de março de 1857 em Nova Iorque, na qual 130 tecelãs foram trancadas na fábrica pela ganância do patrão que ateou fogo e morreram carbonizadas?

As trabalhadoras eram submetidas às péssimas condições de trabalho impostas a elas e a seus filhos (crianças com seis anos de idade), tais como: jornada de 16 horas diárias, salário inferior ao do homem exercendo a mesma função, falta de iluminação, de ventilação, de proteção e de segurança. Elas entraram em greve e ocuparam a fábrica reivindicando melhores condições de trabalho, jornada de 10 horas, salário equiparado ao do homem e exigiam respeito e dignidade.

A criação do Dia Internacional da Mulher que simboliza a luta por igualdade de gênero, pelos direitos políticos e pelo empoderamento das mulheres foi proposto em 1910 no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas que motivou a Revolução Russa de 1917, como registra o dirigente comunista Leon Trotsky: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias”. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução (História Viva. “Conquistas na luta e no luto”, por Maira K. Mano). Na Suécia em 1862 as mulheres conquistam o direito de votar pela primeira vez,

As mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto, e a cargos políticos no executivo e no legislativo na Reforma da Constituição de 1932 no governo de Getúlio Vargas. Porém, somente em 1975 a ONU decreta 8 de março com o Dia Internacional da Mulher.

As trabalhadoras e trabalhadores tem o desafio de fazer memória das lutas diante das tentativas do sistema capitalista descaracterizar o verdadeiro significado da data que marcaram a história do movimento operário, transformando em puro comércio, com forte apelo ao consumismo que leva ao individualismo e ao egoísmo. Foi assim com o Dia do Trabalha, Dia das Mães e Dia dos Pais e também o dia do Natal, onde o grande acontecimento do nascimento de Jesus foi sendo substituído pela figura do Papai Noel.

No Brasil, temos vários exemplos de mulheres que fizeram história no campo e na cidade, mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura e à lógica do capital. Mulheres desprendidas que fizeram opção pelos pobres, que doaram suas vidas pela promoção da vida como exemplo, Margarida Maria Alves, Dorot Stang, Olga Benário Prestes, Zilda Arns, Irmã Dulce, Maria da Penha e tantas Marias, Margaridas e Olgas que doaram suas vidas no combate às injustiças sociais e muitas que vivem no anonimato.

Através de tantas lutas conquistaram direitos, ocupam espaços de destaque na política, nas empresas, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, as exemplo as mais recentes como a Lei Maria da Penha, que impôs mais rigor na punição de agressores e estabeleceu mecanismos de proteção às mulheres, mas lamentam o desinteresse das autoridades em aplicá-la. Infelizmente o Brasil ainda ocupa o 12º lugar em número de homicídios de mulheres em um ranking de 73 países e a cada 15 segundos uma mulher é vitima de violência doméstica e familiar, que tanto pode ser física, psicológica, sexual e moral, e em 65% dos casos de agressão os filhos assistem.

Parabéns mulheres! A luta continua!

* o autor deste artigo é Presidente da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Orleans, vice-presidente da Federação do Estado de Santa Catarina e Secretário Geral da COBAP

 

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